Salete Lottermann
Criar, é o que me move
Materiais?
Diversos. Fios e linhas, arame, miçangas e rendas, tintas, pincéis, argila , madeira, matéria reciclada. Tudo pode vir a ter nova vida, nova função, depende do olhar.
Sobre a Artista
Salete Lottermann, artista visual, nasceu em M.C.Rondon , 1965.
A partir de 1984, fixou residencia em Curitiba -PR – Estudou na EMBAP - Escola de Musica e Belas Artes do Parána – e fez cursos complementares na área.
Fez exposições individuais e coletivas; Mostras e Salões de Arte, sendo premiada no Salão de Franca, SP em 2002, e em Foz do Iguaçu - 1996 , entre outros.
Em 2018 iniciou seus estudos na Cerâmica, no Centro Cultural de Curitiba.
Retorna a sua cidade natal em 2020, onde reside atualmente.
Suas esculturas em cerâmica dão vida às suas personagens e provocam o diálogo sobre as questões femininas, presença constante em sua obra.
Suas mais recentes participações em coletivas de arte são:
2021 – Vestir Cerâmica, New Gallery – Cibele Nakamura – São Paulo -SP -Brasil
2021 – Cerâmica e Livro de Artista, Animação digital 58’, Exposição online, Subsolo Laboratório de Arte.
EU, VENTANIA
No varal o vento brinca
Pensamento voa
Volta ao passado
Projeta o futuro
EU, VENTANIA,
Corro por aí
Lugares,pessoas ….
Limpo impressões
Peço perdão
Encerro conflitos
Volto pra casa.
Voa pensamento
Corre por aí
Traz energia
No chão novamente piso
Novos caminhos preciso.
Ensaio sobre o abraço
Galeria
Testemunhos
Revista Artrilha
O feminino se expressa na arte de muitas maneiras.
Quando vai para o tridimensional, surgem aproximações com todo um universo relacionado ao espaço da casa, da roupa, do bordado, da sedução, dos segredos guardados por uma educação machista levou as mulheres a se fecharem cada vez mais dentro de si mesmas .
A cerâmica e a escultura são mecanismos, sob este aspecto, de libertação da mente e do corpo. Salete Lottermann expressa esses caminhos com uma linguagem própria. Consegue dar à sutileza da mulher a força de um discurso do existir.
As peças ganham em significado quando são vistas e interpretadas nesse contexto de um feminismo que conquista espaço pela expressão visual, construindo um discurso que dá forma e voz aos sentimentos mas íntimos, guardados por gerações, que afloram com força, energia e sensibilidade artística.
Oscar Ambrosio